Atividade 7 - Sobre a Proposta Pedagógica para o Ensino Médio e Politécnico e Educação Profissional ao Ensino Médio - 2011 - 2014
A sugestão para esta atividade era a de produção de um texto coletivo, após discutirmos em grupo a leitura da proposta...Nosso grupo é formado por quatro colegas. Para este momento, eu e Diane trocamos nossas impressões. O resultado está no texto abaixo. O desafio era um texto de quinhentas palavras;passamos só um pouquinho,espero que a professora não se importe.hehe!
Texto base disponível em: http://www.educacao.rs.gov.br/dados/ens_med_proposta.pdf
“Proposta Pedagógica Para O
Ensino Médio Politécnico e Educação Profissional Integrada no RS para 2011-2014”
Releitura
Diane escreve sobre como entendeu
a leitura; para ela o diagnóstico é realista, da inadequação do ensino médio na
contemporaneidade, das distâncias das tecnologias, desconsideração das
necessidades regionais e do estudo paralelo à subsistência pelo trabalho.
Percebo que esta reforma pretende adequar o aluno ao atual mundo do trabalho,
mas em que momento ele será estimulado a transformá-lo? Nesse sentido,
consideramos como os itens mais importantes nessa proposta pedagógica:
desenvolvimento crítico; emancipação humana; relações entre teoria e prática;
preparação de indivíduos conscientes para as relações de trabalho.
Entretanto, nada disso é válido sem
perguntarmos: o que vem depois do trabalho? Ensino geral e profissional não
deve ser separado, embora o mercado exija especificidades, ninguém deve
alienar-se dos demais conhecimentos, nem ser tratado apenas como força de
trabalho.
Estamos falando
em humanos, seres que por natureza cultivam sensibilidades.
Após leitura da proposta, eu Janaína, que sou estudante de
Pedagogia, com experiência de trabalho na área da Assistência social, reflito
sobre pontos, que me fizeram refletir a importância de toda a sociedade conhecer
o que nosso governo estadual, está propondo como diretriz para à educação, e
quais são as concepções de sujeitos e sociedades que estão sendo forjadas a
partir dai.
Logo no início do texto, chamou-me a atenção os destinatários desta
proposta: alunos da Rede Estadual de Ensino. E os outros alunos do ensino
médio, que propostas vão seguir? Quem propõe para eles? As diretrizes do
governo não deveriam ser destinadas para todos?
A análise da realidade, apresentada no corpo da proposta parece
muito bem construída, retratando de forma fiel o cotidiano de nossas escolas.
Na rede estadual, os sujeitos que ali estão na sua maioria são jovens das
classes pobres. Um grande número deles está
em defasagem idade/série. Entender quem são estes sujeitos e quais são as
escolas oferecidas a eles, nos ajuda a pensar as relações entre tudo isto. O
que queremos para nossos jovens?
Alguns dados de 2011; de 1053
Escolas:
- 320 tem acessibilidade;
- 139 não têm quadras esportivas;
- 9 não têm cozinhas;
- 87 não têm laboratórios de informática;
- 103 não têm laboratórios de ciências;
- 9 não têm bibliotecas
Sobre os currículos presentes nas escolas, percebe-se:
fragmentação, dissociação da realidade sócio-cultural-histórica, atrasos em
relação aos avanços da informática e comunicações. Isto pode explicar em parte,
o alto índice de evasão/reprovação, nos cursos do ensino médio, sejam eles
técnicos ou não. Verificou-se ainda;
ausência de projetos políticos pedagógicos, falta de Rh nas escolas, e
precariedade para execução do currículo.
Na proposta do atual governo, percebe-se que houve uma junção da
reestruturação da educação técnica, atrelada ao modelo em desenvolvimento da
economia no Estado. No RS a proposta é sim, de um projeto educacional que
atenda às necessidades do mercado, prioritariamente industrial. Todas necessitados de mão de obra qualificada.
Nos discursos fala-se ainda de um currículo centrado no indivíduo. Será possível?
A proposta do governo concebe a educação do ensino médio de
formação integral do sujeito, apresentando o ensino médio como etapa final da
educação básica. O destaque desta proposta é a formação para o trabalho como
essencial para a cidadania. Não está presente a reflexão dos modelos de
desenvolvimento (capitalistas produtores de desigualdades); será que servem para
todos nós? Que tipo de cidadania está em jogo?
Agora além do estabelecimento das direções escritas, precisa-se
chegar à execução da proposta. A reconstrução de uma educação sucateada, sem sentido,
requer ações de todos os segmentos evolvidos no processo. Professores, gestores,
estudantes, pais e demais membros da sociedade; todos precisamos participar atentamente
do que acontece em nossa volta.
Texto base disponível em: http://www.educacao.rs.gov.br/dados/ens_med_proposta.pdf
As ideias acima expostas são da colega Diane. As demais participações estão sendo organizadas. ( do grupo 5)
ResponderExcluirComentei no blog da Diane que a educação do sensível não é visível e talvez seja em razão de que quem fez a proposta estava muito preocupado com o trabalho. Concordo com vocês que a escola tem o compromisso de nos levar a experimentações que envolvem o mundo do trabalho e ao mesmo tempo o ultrapassem. O trabalho é parte fundamental da vida e podemos cultivar a criação e o bem-estar no trabalho, mas a vida também encerra outras aproximaçõss que nos fazem melhor como pessoa.
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