quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quem somos nós professoras(res) ? Reflexões de uma acadêmica trabalhadora

A semana finda e minha observação na escola completou hoje tem quatro dias. Participei de uma reunião pedagógica, o que me deu muitos elementos para refletir sobre o fazer docente. Dar aulas exige muito deste "Ser professor" As queixas são constantes e qualquer proposta que requeira ação é logo derrotado pelos discursos de que os alunos não vão mudar. E nós professoras será que estamos dispostas a rever nossas práticas sem graça, sem sentido? Será que estamos dispostas a mudar nossa cara feia, nossa voz indiferente quando falamos com nosso aluno? As práticas escolares do cotidiano  precisam de mudanças urgentes. Uma delas é perceber que os seres humano necesitam de movimento. Este movimento precisa sacudir nossas almas, arejar as ideias e dar forças para que nossas mãos trabalhem na construção de aulas que façam sentindo, que vejam nos seres que estão em sua frente, "um Humano" sujeitos querendo ajuda para tornarem-se mais humanos. E isto dá trabalho. Muito trabalho.Mas a meu ver deveria ser o único compromisso de um professor: zelar pela humanidade e sua evolução, sentindo-se responsável por todas as pessoas que receber para educar. E principalmente responsável por sua própria auto-educação e evolução.

5 comentários:

  1. Puxa Jana! São ótimas e desconfortáveis questões. Não há como ser professor sem ser profundamente engajado com o que vai fazer com os outros e consigo. Assumir esse papel é muito sério. Parabéns pelas palavras!
    Abraço!
    Diane

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    1. Querida Diane, releio agora tuas palavras e me sinto compreendida. Bom estar trabalhando contigo este semestre, parace que estamos na mesma frequencia ... Para mim o único papel que temos que assumir é o de sermos cada vez mais nós mesmos. Bom domingo pra ti...Também aguardo com exepctativ nossa aula na quinta...Já está sendo gerada no universo, quinta será o nascimento. Bjs, jana

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  2. Janaína, vê-se claramente que já és muito comprometida com tudo e todos. O cenário que narras aqui parece eterno. Entra ano, sai ano, passam-se os anos e cenas como estas se repetem. O que vamos fazer? Na minha opinião caberá a nós que acreditamos, apostamos por algo melhor, lutamos termos a paciência que Frantz Fanon falava: a de explicar, esclarecer sem fim a nós e aos outros o que fazemos e o que podemos fazer.

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  3. Querida Marie , A frase de Fanton ,(que eu ainda não sei quem é?)poderia ter sida dita por mim. Me sinto assim em momentos da minha existência: explicando,esclarecendo sem fim a mim e aos outros o que faço e o que podemos todos fazer...Lembrei de sacerdócio,da carta do papa no tarô.O hierofante, o professor. Sei agora que o podemos fazer é ser tudo que acreditamos, queremos, e sentimos ser o certo, o caminho do equilibrio, que mantém a mim viva, mas também preserva todo o ambiente ao meu redor. Abraços, jana

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  4. Não sei explicar porque alguns autores simplesmente entram na alma e lá se instalam. Franz Fanon não é sequer conhecido no Brasil. Talvez algumas pessoas na academia o tenham lido. É um autor que nasceu na Martinica e seus livros são potentes. Ele foi Psiquiatra e uma voz política muito importante que lutou contra o colonialismo. Não conheço tradução de seus livros, mas creio que na web se pode encontrar algo dele. Ele entende, como ninguém, como é a alma e o psíquico de quem sofre com o colonialismo. Fazem anos que não volto aos seus livros, mas sua voz está sempre por perto.

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